Casos de Estudo

Direcção-Geral da Política de Justiça

SIG para as Estatísticas da Justiça

 

dgpj.jpg

 

Introdução

A Direcção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) é um serviço central da administração directa do Estado, dotado de autonomia administrativa e tem por missão prestar apoio técnico, acompanhar e monitorizar políticas, assegurar o planeamento estratégico e a coordenação das relações externas e de cooperação, sendo ainda responsável pela informação estatística do sector da Justiça (artigo 2º, n.º 1 do Decreto-Lei n.º 123/2007, de 27 de Abril).

 

A DGPJ foi criada no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), com a publicação do Decreto-Lei n.º 206/2006, de 27 de Outubro, que aprovou a nova lei orgânica do Ministério da Justiça, sucedendo ao Gabinete de Política Legislativa e Planeamento (GPLP) e ao Gabinete para as Relações Internacionais, Europeias e de Cooperação (GRIEC), que foram nesse momento extintos.

 

Os principais serviços prestados são os seguintes:

 

Desafio

O objectivo principal era a criação de um novo Sistema de Informação Geográfica (SIG), intuitivo e rápido, que permitisse a apresentação de informação estatística de várias áreas, segundo divisões geográficas diferentes, facilitando o acesso e a divulgação da informação estatística da Justiça aos utilizadores comuns, com poucos conhecimentos de navegação em SIG.

Por outro lado, era também objectivo da DGPJ a criação de um sistema fácil de administrar, que permitisse maior automatização do processo de criação de relatórios estatísticos geográficos, diminuindo o tempo de criação e disponibilização e dando resposta rápida, não só às necessidades estratégicas dos órgãos de decisão do Estado, mas também às necessidades e curiosidades do cidadão.

De notar que a DGPJ não era indiferente às vantagens e oportunidades de um SIG, dado que já possuía um Sistema de Informação Geográfica desenvolvido com tecnologia Esri (ArcObjects), onde se apresentavam dados estatísticos sobre o movimento de processos nos tribunais judiciais. As limitações deste sistema, quer em termos de tempo de resposta e usabilidade, quer no que respeita à possibilidade de expansão a outras áreas temáticas, obrigaram a repensar toda a arquitectura e as tecnologias utilizadas.

 

Ponto de partida

Tendo em consideração as dificuldades e limitações do sistema anterior, o primeiro passo consistiu numa análise das tecnologias actuais, nomeadamente nas utilizadas no novo ArcGIS 10. Antes de dar início ao desenvolvimento da solução, queríamos garantias de que com a tecnologia actual era possível criar um sistema com uma boa usabilidade e com um nível de performance aceitável.

 

Estratégia

A estratégia seguida passou pelo teste da tecnologia SIG no que respeita à concretização dos objectivos fixados à partida em termos de performance e usabilidade da aplicação, bem como pela redefinição e validação da arquitectura a ser utilizada, quer na vertente de obtenção dos dados fonte, quer na definição exacta do conceito de relatório.

Com a validação da tecnologia SIG e da arquitectura tínhamos uma ideia geral do que poderia ser concretizado, tendo arrancado de seguida com a fase de desenvolvimento do sistema. Este factor foi essencial, dado que nos ajudou a orientar todo o processo de implementação e a gerir expectativas, nomeadamente, no que diz respeito à concretização de algumas funcionalidades.

 

Solução

  1. Definição da arquitectura do sistema.
  2. Implementação da arquitectura do sistema.
  3. Prototipagem e validação com utilizadores chave.
  4. Implementação do módulo de visualização da informação geográfica de um relatório.
  5. Implementação do módulo de escolha do relatório, por drag and drop.
  6. Implementação do módulo de administração dos relatórios.
  7. Testes com utilizadores.
  8. Criação de relatórios geográficos e validação de dados.

 

Duração do projecto

O desenvolvimento do projecto teve a duração efectiva de 3 meses e contou com a participação de um engenheiro informático, responsável por todo o desenvolvimento, e de vários utilizadores chave na fase de validação da prototipagem e de testes.

 

Benefícios

Torna-se difícil quantificar um valor de retorno sobre o investimento realizado. Por um lado, o projecto foi desenvolvido sem custos externos, quer de desenvolvimento, quer de licenciamento e equipamento (já estavam previstos no desenvolvimento do sistema anterior) e, por outro, o serviço criado é de acesso público livre e gratuito. Não é cobrada qualquer importância pelo serviço disponibilizado, não existindo assim um retorno monetário directamente quantificável, mas benefícios diversos, como sejam, a credibilização dos serviços disponibilizados pela DGPJ perante o cidadão e os órgãos de decisão do Estado, a poupança interna e externa no esforço de tratamento da informação, ou ganhos indirectos de eficiência decorrentes da melhoria dos processos de decisão.

As melhorias alcançadas na forma como quer os colaboradores da DGPJ quer os utilizadores comuns navegam na informação são um bom exemplo dos benefícios obtidos. Anteriormente, com o primeiro sistema, os estudos com carácter geográfico continuavam a ser realizados com ajuda do ArcMap, dado que o sistema não respondia às necessidades dos utilizadores. Actualmente, os estudos servem-se das funcionalidades de exportação do sistema, sendo possível obter de forma fácil e rápida a informação desejada.

Tendo presentes as atribuições da DGPJ no que respeita à produção e divulgação das estatísticas da Justiça, há ainda que referir que a facilidade de utilização do novo sistema veio agilizar a difusão da informação, aumentando a transparência das estatísticas da justiça, que passam a estar acessíveis a mais utilizadores. Neste sentido, este sistema facilita o cumprimento de um dos objectivos primordiais da DGPJ.

 

1 1 - Escolha de um Relatrio.png   2 2 - Relatrio.png  33 - Relatrio Variao Percentual.png

1 - Selecção de um relatório
2 - Apresentação do mapa e comparação gráfica de várias divisões geográficas
3 - Apresentação do mapa com variação percentual e análise gráfica do histórico da variação

 

Tecnologia Esri

Aplicação Web: ArcGis Server 10

ArcGIS API for Microsoft Silverlight

Administração e criação/modificação de Features: ArcCatalog e ArcMap.

 

Outras tecnologias

SQL Server 2008 (base de dados geográfica)

SQL Server 2000 (base de dados com dados estatísticos e definição de relatórios)

 

Dados:

 

A arquitectura utilizada está patente na figura seguinte.

 

Arquitectura.jpg

No âmbito do sistema não são utilizados quaisquer equipamentos de mobilidade.

 

Benefícios da tecnologia Esri/Esri Portugal

ArcGis Server 10: Este produto é a parte mais importante de todo o sistema, sendo essencial não só no retorno de polígonos/pontos como resultado de queries espaciais, mas também no fornecimento das imagens que compõem o mapa. 

ArcGIS API for Microsoft Silverlight: Esta API permite a integração entre a aplicação Silverlight e o servidor geográfico, permitindo a realização de queries espaciais, e a manipulação das divisões geográficas no mapa. Esta API, disponibilizada para Silverlight, dada a sua simplicidade e facilidade de utilização, acaba por impulsionar todo o desenvolvimento da aplicação, dado que passa a ser necessário menos tempo para o desenvolvimento da componente geográfica, o que acaba por permitir o desenvolvimento de mais funcionalidades extra para o utilizador em menos tempo.

ArcCatalog e ArcMap: Estes produtos são utilizados na criação, modificação e eliminação de divisões geográficas, e na administração dos serviços que permitem a realização das queries espaciais. A criação dos serviços através da publicação dos ficheiros .mxd é outra das vantagens de utilização destes produtos, dado que o esforço é mínimo, e o processo acaba por ser muito simples.

 

Resultados

A introdução da arquitectura de software REST nos produtos Esri, aliado à utilização de tecnologias RIA, vêm alterar completamente a forma de desenvolvimento de um Sistema de Informação Geográfica, que se torna mais rápido e fácil e sem necessidade de manutenção de contextos, como acontece no ArcObjects. O resultado é uma aplicação com um nível de desempenho excepcional, com excelentes tempos de resposta, e uma interface rica e user-friendly.

Conheça o projecto aqui.

 

Trabalhar com tecnologia Esri

As novas tecnologias da Esri vêm facilitar todo o desenvolvimento de um Sistema de Informação Geográfica, ao disponibilizar uma arquitectura fácil de apreender e utilizar, facilmente integrável com tecnologias RIA. O resultado foi um SIG rápido, fiável, escalável e acima de tudo fácil de utilizar.”

Nelson Santos, Consultor da DGPJ, responsável pela gestão e desenvolvimento do sistema.


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