Casos de Estudo

SNIG

Sistema Nacional de Informação Geográfica

 

 

O Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG) é a infra-estrutura nacional de dados espaciais e tem por objectivo proporcionar, a partir dos vários pontos de acesso, a possibilidade de pesquisar, visualizar e explorar a informação geográfica sobre o território nacional. É também um espaço de contacto que permite dinamizar, articular e organizar as actividades ligadas a esta temática em Portugal e no contexto da directiva europeia INSPIRE (INfrastructure for SPatial InfoRmation in Europe).

www.snig.igeo.pt/Portal/

 

Necessidade

O Sistema Nacional de Informação Geográfica – SNIG – é uma infra-estrutura essencial ao funcionamento do país e da administração pública.

Este projecto começou em 1986, altura em que foi constituído um grupo de trabalho para que em Portugal se fizesse uma estrutura como o SNIG.

Mais tarde, em 1990, é formalmente criado o Sistema Nacional de Informação Geográfica, sob a égide do Centro Nacional de Informação Geográfica, para fazer a sua coordenação, tornando-se Portugal no primeiro país com uma lei para a criação de uma infra-estrutura de dados espaciais no mundo inteiro.

Este projecto teve um segundo momento inovador, que foi a colocação do Sistema Nacional de Informação Geográfica aberto na Internet em 1995, antecipando-se, aos Estados Unidos, por exemplo. Mais tarde criou-se um portal dedicado ao Cidadão, GEOCID que ganhou o Prémio Fernandes Costa em 2000 referente ao ano de 1999.

Para fazer face às exigências da directiva INSPIRE, o IGP reformulou o SNIG, em conformidade com os princípios e normativos estabelecidos pela directiva, dando origem ao novo geoportal, em 2006, sendo este totalmente baseado em software Esri, neste caso o GIS Portal Toolkit.

Para além de se constituir como uma infra-estrutura de dados espaciais nacional, o SNIG representa um veículo para a implementação da directiva europeia, assumindo diferentes funcionalidades:

Este sistema resolve as necessidades de todas as entidades e técnicos que trabalham com informação geográfica, permitindo descobrir como se caracterizam, onde estão localizados e se são adequados, assim como, a obtenção de dados, de forma fácil, através do SNIG. Essencialmente permite saber o que existe, sobre que espaço, a data em que foram produzidos, se são de acesso livre (gratuitos) ou pagos, quem são os seus proprietários, tudo  através dos seus metadados armazenados no IGP e de serviços de harvesting.

 

Desafio

O Sistema Nacional de Informação Geográfica precisa de ser constantemente reequacionado dado que a realidade está em constante mudança.

Em 1995, quando foi lançado na Internet, a forma de encarar a disponibilização de dados era considerada como uma espécie de montra, onde apenas se exibia a informação, sem se pensar na interoperabilidade de sistemas nem na interactividade com o utilizador. Estávamos em plena era da Web 1.0.

Desta forma, é crucial pensar constantemente em formas de fazer evoluir a informação geográfica. Foi esse um dos principais objectivos do Instituto Geográfico Português que concluiu que o SNIG como estava era insuficiente. Os metadados não estavam de acordo com os standards mais actuais, não existia um serviço de digitalização de dados que utilizasse os standards abertos e não existia uma cultura de interactividade com o utilizador. Apesar de extremamente inovador, o SNIG era apenas uma montra de dados organizada através de serviços de dados, necessitando de se ajustar às novas tecnologias e desafios.

 

Arquitectura inovadora

O Sistema Nacional de Informação Geográfica implica uma infra-estrutura de dados espaciais que para um correcto funcionamento precisa de determinadas componentes essenciais. O SNIG possui todas essas componentes, como por exemplo, uma boa componente de metadados, que são o núcleo do funcionamento de uma infra-estrutura de metadados espaciais, aspecto em que o SNIG é exemplar. O IGP criou uma ferramenta de produção de metadados, chamada MIG, que é disponibilizada gratuitamente e está articulada com os principais fabricantes de software, no sentido de catálogos, ou ferramentas de catálogos serem utilizadas directamente, para que um utilizador, por exemplo, da Esri, não tenha dificuldade em publicar os seus dados do ArcCatalog na infra-estrutura nacional de informação geográfica. O SNIG tirou proveito das potencialidades do GIS Portal Toolkit, onde a Esri foi inovadora ao disponibilizar essa plataforma, permitindo através dessa ferramenta ter algumas das componentes básicas da infra-estrutura de dados espaciais devidamente pré-preparados, o que provocou a significativa evolução do portal de há um ano para cá.

O SNIG está dotado de uma sólida componente de metadados, seja ao nível da exploração, em que é possível realizar pesquisas com palavras soltas, pesquisa por contexto geográfico, por topónimos, utilizando o gazeteer, é possível fazer pesquisas em função dos temas dos dados, por espaço temporal, sobre os produtores, portanto extremamente ágil em termos de capacidades de pesquisa. Por fim, é também a articulação directa com a visualização dos dados que foram linkados por esse serviço de dados.

A visualização é outra componente fundamental, na medida em que é criada uma interacção com os dados.

Finalmente, outra componente para o sucesso do SNIG é a Geocomunidade. Não vale a pena pensar numa infra-estrutura de informação geográfica sem dar apoio aos seus utilizadores e o espaço da Geocomunidade existe com esse objectivo. Há um fórum de discussão para que os utilizadores possam trocar opiniões e pedir apoio entre eles, existem redes temáticas vocacionadas para utilizadores com necessidades mais específicas, como seja o caso da Protecção Civil, ou da Educação. Há uma grande aposta nas várias componentes que estão a ser desenvolvidas neste momento para o SNIG.

 

Futuro

“Continuar a mudar para melhor”. O IGP reconhece que a tecnologia evoluiu e que a forma como está suportado o portal pode ser melhorada. Pode haver melhorias ao nível da infra-estrutura, no que concerne a largura da banda, ou ao nível da quantidade de servidores. Mas pode também melhorar no que respeita a própria arquitectura do portal SNIG. É esse o próximo passo, tornar o portal ainda mais ágil com base na ferramenta GIS Portal Toolkit.

 

Opinião do Cliente

"A colaboração com a Esri foi para o IGP bastante proveitosa por nos permitir não só uma base tecnológica fiável e de acordo com os nossos princípios de implementação de uma infra-estrutura de dados espaciais (IDE), mas também um excelente apoio técnico local e, sempre que necessário, complementado pelo envolvimento internacional. Há um empenho da Esri no desenvolvimento de soluções tecnológicas de acordo com os princípios inovadores das IDE, sentido pelo forte envolvimento das várias estruturas da empresa desde o apoio técnico nacional até aos núcleos de desenvolvimento da casa-mãe."


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