Casos de Estudo

Instituto Geográfico do Exército

Sistema de Informação Geográfica no IGeoE

 

 

A primeira experiência do Instituto Geográfico do Exército com a tecnologia Esri data de 1997, por ocasião do projecto "Censos 2001". As exigências desse projecto, em termos da definição das especificações, do workflow e das necessidades do produto final, determinaram a constituição de uma cadeia de produção paralela à que se encontrava estabelecida no IGeoE, esta vocacionada fundamentalmente para a actualização cartográfica.

Tratou-se de um desafio que o IGeoE aceitou e, evocando uma expressão usualmente utilizada no meio militar, conseguiu "levar a carta a Garcia".

As constantes necessidades de informação geográfica na base de novos projectos, nos estudos e no planeamento, no apoio à decisão, nas actividades de lazer, a permanente e rápida evolução dos sistemas, a capacidade de se desenvolver novas aplicações e ferramentas cada vez mais potentes, "impuseram" novos desafios ao IGeoE.

Pretendia-se chegar mais perto dos utilizadores de informação geográfica. Sentia-se que os produtos do Instituto Geográfico do Exército não eram suficientemente conhecidos e, quem os conhecia, minimamente sabia como aproveitá-los no apoio às actividades das empresas ou das instituições. Por outro lado, haveria que disponibilizar aos cidadãos alguns serviços que possibilitassem mais valias em termos de visualização e pesquisa de informação geográfica do IGeoE.

 

Os objectivos iniciais definidos para o projecto IGeoE - SIG eram:

 

Não foi fácil nem simples a implementação do projecto. Estávamos perante uma tecnologia diferente da que existia no Instituto. Para além de ser um formato de dados diferente, a informação encontrava-se estruturada seguindo especificações próprias da actividade que o IGeoE vem a desenvolver há alguns anos.

 

Para a criação da Base de Dados Geográfica, nas variantes raster e vector, poderíamos resumir as principais dificuldades aos seguintes aspectos:

 

Solução

Pretendia-se uma Base de Dados SIG que gerisse os seguintes dados:

 

O volume de dados a disponibilizar era considerável pelo que a base de dados teria de ser robusta, ter capacidade para gerir o elevado volume de informação e prever as futuras actualizações.

A solução apresentada pela Esri apontou para uma arquitectura aberta baseada em servidores (ArcSDE e ArcIMS), componentes Desktop (ArcGIS e Browser), ou seja, produtos da família de software ArcGIS que possibilitam constituir um Sistema de Informação Geográfica modular e escalável. Por opção do IGeoE, os dados alfanuméricos encontram-se armazenados numa Bases de Dados SQL Server.

Embora no projecto inicial de constituição da base de dados SIG não tivesse sido considerado qualquer componente de mobilidade (ArcPAD), em qualquer momento ela poderá ser incorporada, possibilitando, por exemplo, o apoio ao trabalho de campo.

 

Descrição do Projecto

A implementação do projecto assentou fundamentalmente nas seguintes fases: gestão do projecto, instalação e configuração de software, formação técnica da equipa de projecto, análise detalhada da informação a integrar na BD (formato dos dados, catálogo de objectos...), organização da BD, criação de um protótipo e carregamento da informação na BD, disponibilização ao público, testes de carga do site e no final entrega de documentação referente às principais fases do projecto.

Um projecto desta envergadura não termina com a disponibilização de um site: terá de ser dinâmico e a equipa de projecto continua a desenvolver e melhorar alguns aspectos que entretanto foram reavaliados, tendo sempre subjacente a necessidade de melhorar um serviço que se pretende que chegue todos, sejam utilizadores de informação geográfica ou qualquer outro cidadão.

 

Futuro

Do relacionamento e parceria entre o IGeoE e a Esri resultou um produto final que excedeu as expectativas iniciais, fundamentalmente pelo volume e diversidade de formatos dos dados que se pretendia incluir na BD. As bases para novos projectos estão lançadas, sejam para o desenvolvimento e concepção de novos serviços ou produtos do IGeoE, seja na colaboração de trabalhos com outras entidades.

Julgamos que o projecto IGeoE-SIG trouxe um valor acrescentado para o público em geral, o Instituto Geográfico do Exército e o Exército, dando-lhe uma maior visibilidade, interna e além fronteiras.

O IGeoE-SIG não se esgota aqui. As sementes estão lançadas para novos desenvolvimentos e outros projectos que visem fundamentalmente apoiar a Comunidade civil, o Exército e as Forças Armadas.

 

Opinião do Cliente

Vantagens da Solução Esri Portugal

Este projecto, desenvolvido no âmbito das missões do Centro de Desenvolvimento e Gestão da Informação do Instituto Geográfico do Exército, veio permitir ao IGeoE dispor de uma base de dados contínua de todo o território nacional, integrando os principais produtos por si produzidos, nomeadamente a cartografia, imagens de satélite, ortofotomapas e reportório toponímico. A arquitectura foi implementada de forma a que pudesse ser o suporte para muitas das atribuições do Instituto, nomeadamente o apoio ao trabalho de campo, a produção cartográfica, a disponibilização de informação para o Exército Português, Forças Armadas e, de uma forma geral, para apoio à decisão. A infra-estrutura estabelecida permite ainda ao IGeoE disponibilizar outros conteúdos para apoio das operações militares possibilitando uma melhor interpretação e conhecimento das envolventes dos Teatros de Operação.

Por outro lado permitiu ao IGeoE o conhecimento e domínio de novas tecnologias, garantindo uma flexibilidade técnica e humana na área das ferramentas de SIG abrindo janelas de oportunidade no que respeita a futuros desenvolvimentos e disponibilização de novos serviços através da Internet.

Por último, possibilita ao IGeoE cumprir um desígnio que desde há muito vem tentando incrementar, ou seja, a possibilidade de disponibilizar um conjunto de dados e serviços que poderão ser acedidos livremente por qualquer cidadão, entidade pública ou privada, transmitindo à comunidade uma visão diferente do Exército, por muitos desconhecida, isto é, uma vertente de desenvolvimento de projectos e de investigação com interesse para o País.

 

Texto da autoria de Tenente Coronel Fernando Soares, do Centro de Desenvolvimento e Gestão de Informação do Instituto Geográfico do Exército.


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