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InfraQuinta

 

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Localizada em pleno Parque Natural da Ria Formosa, a Quinta do Lago é considerada um dos mais importantes empreendimentos turísticos da Europa. Para gerir os seus 670 hectares, a Câmara Municipal de Loulé, juntamente com a Quinta do Lago SA, criou em 1996 a InfraQuinta - Empresa de Infra-estruturas da Quinta do Lago EM.

Com a criação desta empresa, pretendia-se garantir e manter os elevados padrões de qualidade reconhecidos neste empreendimento de luxo, criando as condições e reunindo as competências para uma gestão mais eficiente das infra-estruturas e espaços públicos da Quinta do Lago.

A missão da InfraQuinta, como sublinha o Administrador da empresa, Eng.º Luís Inês, é manter a qualidade do espaço público da Quinta do Lago. "Para isso definimos um conjunto de objectivos que vão ao encontro da necessidade de termos uma boa relação com clientes, entidades, parceiros públicos e privados e, nesse quadro, delineámos uma estratégia que pudesse sustentar esta perspectiva de melhoria contínua", afirma.

 

Melhor representação da realidade

Uma das preocupações hoje da InfraQuinta, no que se refere à gestão das infra-estruturas da Quinta do Lago, está centrada na necessidade de ter um conhecimento cada vez mais rigoroso da sua área de intervenção, por isso, uma visão geral e integrada da rede de infra-estruturas é nos dias de hoje essencial.

Neste quadro, a InfraQuinta adquiriu ferramentas que permitissem reunir toda a informação geográfica da área que administra e assim desenvolver uma base de dados que permita registar todo o tipo de intervenções numa base georeferenciada, referenciando no espaço de forma sistemática as acções de manutenção e melhoramento que executa no dia-a-dia. Com esta nova Aplicação (ArcView), e com a aquisição de ortofotomapas e cartas militares, complementa a informação que já possuía e que se encontrava essencialmente em ficheiros de DWG (CAD) e papel.

Paralelamente, a InfraQuinta sentiu a necessidade de integrar a informação geográfica recolhida com os sistemas de gestão que já dispunha, como o PHC (software de gestão comercial), o GestWater Telegestão e o SGA (Sistema de Gestão Ambiental). A solução proposta pela Esri Portugal revelou-se a mais adequada para os objectivos da InfraQuinta: possuir um sistema de informação integrado e um maior conhecimento das infra-estruturas existentes de forma a melhorar a sua manutenção. Os standards abertos nos quais se baseia a tecnologia Esri permitem integrar informação proveniente de qualquer fonte, importar e relacionar todos os formatos e partilhá-los com o mundo inteiro.

Após a aquisição pela InfraQuinta do software ArcView e de formação, a Esri Portugal implementou uma Base de Dados SIG, ou Geodatabase, a partir dos ficheiros CAD existentes na empresa e dos ortofotomapas adquiridos ao Instituto Geográfico do Exército. Os lotes, as casas e os contadores de água foram qualificados de acordo com o sistema de gestão comercial existente (PHC). Foi utilizado o mesmo código que existia no PHC de modo a que as contagens pudessem começar a ser efectuadas a partir dos mapas. Os órgãos da rede de distribuição de águas cadastrada foram também qualificados de acordo com o sistema GestWater Telegestão, proporcionando a consulta da informação proveniente deste sistema em ambiente SIG.

Seguiu-se a aquisição do software ArcIMS e serviços de consultoria, utilizados para desenvolver aplicações sob a forma de páginas Web acessíveis através de Intranet. A finalidade consistia em visualizar a rede de águas, ver onde estão os contadores, fazer as leituras dos consumos e inserir registos de actividades, quer relativos à gestão da recolha dos resíduos sólidos urbanos, rede de água ou espaços verdes, de modo a monitorizar essas actividades.

O ArcIMS permitiu, sobretudo, que a informação sobre o que está representado no Sistema de Informação Geográfica estivesse disponível para todos os funcionários da empresa, não sendo necessário ser-se um especialista para consultá-la.

Com a finalidade de facilitar a actualização da informação existente no terreno, a InfraQuinta adquiriu ainda o ArcPAD, solução de SIG móvel da Esri.

 

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Conhecimento em tempo real

A implementação do SIG proporciona a actualização de cadastro das infra-estruturas, um conhecimento em tempo real de caudais e pressões da rede de abastecimento de água, bem como do nível de enchimento de contentores, uma maior coordenação das intervenções no espaço público, acções mais rápidas e com um maior detalhe sobre a área de intervenção e a manutenção preventiva e correctiva a médio/longo prazo.

O SIG é importante na medida em que garante que a informação que existe sobre a área a gerir corresponde efectivamente à realidade. Além disso, a integração dos sistemas de informação da InfraQuinta numa Geodatabase permite perceber padrões de consumo. Por exemplo, o PHC inclui todo o histórico de consumos de água, a partir do qual se emitem as facturas; estando este sistema integrado numa Base de Dados Geográfica, é possível visualizar as zonas onde se registam os maiores consumos, ou seja, o SIG faz a ligação entre o mapa e os consumos.

Para Luís Inês, administrador da InfraQuinta, o SIG permite reunir mais e melhor conhecimento acerca das infra-estruturas e equipamentos existentes na Quinta do Lago: "A vantagem que encontrámos com o SIG foi a possibilidade de melhorar as nossas informações, melhorar a manutenção, termos um maior conhecimento histórico das infra-estruturas e fazermos um levantamento continuado no tempo do tipo de intervenções que fazemos e também do tipo de infra-estruturas que temos com o objectivo de aumentar a longevidade do sistema e perpetuar o conhecimento histórico das intervenções que se fizeram de modo a transferir as boas acções de manutenção que efectuámos."

Neste momento, o SIG está a ser implementado na monitorização dos consumos de água e para gestão das actividades e intervenções no terreno (espaços verdes, limpeza e manutenção da rede de água). Os objectivos principais, segundo Luís Inês, são uma maior operacionalidade no controlo das fugas e a possibilidade de calendarizar intervenções no tempo.

Possuir um cadastro (registo daquilo que existe no terreno) actualizado das infra-estruturas existentes revelou-se crucial para a InfraQuinta, porque uma boa gestão reside na capacidade de antecipar problemas, capacidade essa tanto maior quanto melhor for o conhecimento da realidade sobre a qual se actua. Substituir condutas, por exemplo, implica saber quais as mais antigas e as mais recentes. Se não existe um bom cadastro, essas acções serão sempre reactivas.

Quanto a projectos futuros, a InfraQuinta pretende fazer modelação utilizando EPANET (Sistema de Modelação Hidráulica) directamente no sistema Arcview e disponibilizar informação geográfica, por exemplo, para os moradores ou, inclusive, accionistas da Quinta do Lago através da Internet ou de uma Intranet mais abrangente.

 

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